Quatro ideias de fotos criativas na praia

Atualizado: Fev 10

Vai para a praia nas férias ou no final de semana e quer caprichar nos registros? Neste post compartilhamos o passo a passo de quatro fotos criativas e diferentes que fizemos ao longo da viagem em destinos de praia – de mar e de rio.


Todas as fotos foram feitas com uma câmera de ação – temos uma GoPro Hero 6 Black (é antiga – hoje já existem novos modelos) – usando os modos de disparo lapso de tempo (o símbolo é uma câmera com um relógio) e disparo contínuo (o símbolo são três fotos sobrepostas). A funcionalidade pode estar em locais diferentes do menu de acordo com o modelo, portanto o mais indicado é consultar o manual. As configurações dependem das condições de luminosidade do dia, mas se usar no modo automático também dá certo.


Posso reproduzir estas fotos só com celular?


As câmeras de ação têm algumas vantagens, como o tamanho compacto, os modos de disparo já citados e o fato de muitos modelos serem impermeáveis. Mas nada impede que você tente reproduzir com o equipamento que tiver - o que inclui um smartphone comum.

Algumas fotos ficarão esteticamente melhores se o celular utilizado tiver uma lente grande angular (também chamada de ultra-wide). Em geral, os aparelhos mais modernos (mesmo os mais simples e acessíveis) já vêm com mais de uma câmera e uma delas costuma ser deste estilo. Se o seu celular não tiver esta função, ainda é possível comprar kits de lentes que encaixam na câmera com uma espécie de clip. Para quem é leigo e não entende muito da linguagem técnica da fotografia, é uma lente com um ângulo de abrangência maior, que pega mais elementos (assim como a GoPro), também chamada de olho de peixe (fisheye) e que arredonda um pouco alguns elementos – como o olho mágico que temos na porta de casa.


Para a captura você pode usar o temporizador/timer (você define um intervalo de tempo entre apertar o botão e a imagem ser capturada, em geral de até 10 segundos); um controle remoto via bluetooh (pode ser comprado avulso em lojas de eletrônicos ou vir como acessório em alguns tripés ou paus de selfie); ou com o disparo sequencial (em alguns celulares basta você segurar pressionado o botão de captura para registrar várias imagens na sequência; em outros o recurso chama-se “burst” ou “single take”).


Feitas as considerações, vamos aos tutoriais?



casal olhando para buraco na areia
Los Organos - Peru

"Viagem ao centro da terra"


Cavamos um buraco na areia, não muito fundo e com largura suficiente para poder colocar a câmera dentro dele, mas que também não fosse muito amplo para não perder o efeito de “enterrado”. Para não deixar a câmera em contato direto com a areia (e correr o risco de ela arranhar o visor) colocamos uma bolsinha de tecido no fundo do buraco. Depois de programá-la, apertamos o botão para tirar a foto e a colocamos sobre o tecido - com a lente virada para cima, apontada para o céu. Fizemos várias poses, resgatamos a câmera e pressionamos novamente o botão antes de conferir os registros. Usamos a função “foto com lapso de tempo”.


Neste modo de disparo, depois de apertar o botão para tirar a foto, a câmera vai fazer um novo registro a cada intervalo de tempo que você definir (de meio segundo a um minuto) até que o botão seja pressionado novamente para parar a captura. Depois basta selecionar a que você mais curtiu. Haverá alguns registros desnecessários (especialmente os primeiros e os últimos) que você pode deletar caso não queira que ocupem a memória do seu cartão. O clique também pode ser feito usando algum disparador remoto, como o aplicativo da câmera no smartphone (tente escondê-lo para não ficar muito evidente na foto), ou até com comando de voz (caso seu equipamento tenha o recurso).


Adaptando para o celular: “enterrar” o aparelho obrigaria a fazer um buraco muito largo, o que não criaria o mesmo efeito com as bordas de areia de moldura. Porém, é possível usar o truque de colocar um tubo na frente da lente. Você pode utilizar um pedaço de cano ou um cortador de biscoito (vale até mesmo em formato de coração para uma foto romântica). Basta colocar areia ao redor das paredes internas (pode ser que seja necessário umedecer um pouco para aderir melhor). Neste caso, a foto será tirada de frente e não de baixo para cima como fizemos. A única desvantagem é que vai precisar de alguém para segurar o tubo na frente da lente – ou tentar improvisar alguma gambiarra para apoiá-lo.


casal correndo na areia
Pindobal - Pará

"Vamos a la playa"


Usamos um tripé baixinho com as pernas enterradas na areia para que a lente ficasse na altura do chão. Mas é possível também usar a câmera direto no chão, com um apoio para não deixá-la em contato direto com a areia (como uma canga, por exemplo). Para capturar esta imagem usamos o mesmo recurso do “lapso de tempo”, mas pode ser feito também com disparador remoto. Depois de apertar o botão para disparar, ficamos "correndo" no mesmo lugar jogando bastante areia para trás a cada passada para criar o efeito dos grãos voando.


Uma dica extra é que você pode juntar todas as fotos para uma animação divertida (gif). As nossas foram feitas diretamente no Google Photos no celular. Basta selecionar as que quer usar e clicar no símbolo de + no topo da tela e depois em “animação”.



Adaptando para o celular: esta não tem muito mistério para ser adaptada, bastando apenas colocar o celular rente à areia (não diretamente para não entrar nenhum grãozinho pelos buraquinhos). Você pode tanto usar o temporizador e começar a corrida estática logo em seguida (para quando chegar o tempo de dar o disparo você já estar em movimento), usar um controle remoto escondido na mão ou pedir para alguém ficar abaixado e apertar o disparador (com cuidado para não movimentar muito o celular e deixar a foto tremida).



mulher jogando água para cima no rio com pôr do sol ao fundo
Pindobal - Pará

"Garota do Fantástico"


O título resume a imagem que nos vem à mente quando vemos esta foto (os +30 devem sacar a referência de uma antiga abertura do programa dominical). Não é tão complicado de ser feito, embora requeira paciência e, em geral, mais tentativas do que nos dois tutoriais anteriores – especialmente para sincronizar a pose com o disparo do botão e os movimentos do braço. Usamos o modo Burst (disparo contínuo). Nele você pode escolher quantas fotos quer tirar em determinado intervalo de tempo. Exemplo: 30 fotos em 2 segundos. Nesta, não usamos tripé. A Carina ficava preparada, com as mãos em formato de concha rente à superfície da água, e, quando o João dava o ok, levantava rapidamente os braços ao mesmo tempo em que ele apertava o botão para disparo. Depois, era só selecionar a imagem com a melhor combinação entre pose e movimento da água.


O toque especial ficou por conta do cenário com um barquinho tomado pela água e do pôr do sol ao fundo.


Obs: precisamos confessar que a ideia inicial era uma foto jogando o cabelo para cima, em que as madeixas e gotas d’água formam uma espécie de círculo no ar. Mas depois de muita dor no pescoço (a modelo deve estar com a ponta dos cabelos na água e jogar a cabeça para trás rapidamente), os resultados não ficaram como o esperado - talvez por inabilidade nossa ou porque o cabelo da Carina é fininho – partimos para o plano B e curtimos bem mais.


Adaptando para o celular: o segredo para o efeito deste tipo de foto é congelar o movimento da água no ar. É mais fácil conseguir isso com várias fotos em um curto intervalo de tempo (disparo sequencial, como explicamos no início do texto) do que tentando cravar um único clique no momento certo.



homem mergulhando na água do rio
Pindobal - Pará

"Cada mergulho é um flash"


(Sim, revelamos a nossa idade nas referências dos títulos. Quem lembra dessa?)


O conceito aqui é parecido com o da foto anterior, mas usamos o modo lapso de tempo ao invés do burst e no menor intervalo disponível. Quem olha a foto pensa que o modelo está surgindo de dentro da água, porém, o truque é outro: o movimento da água é feito por quem tira a foto e não pelo modelo.


Ficou confuso? Calma que a gente detalha:


- colocamos o tripé dentro da água. Usamos um de cerca de um metro e meio de altura e, para evitar acidentes – somos muito desastrados –, estávamos na beira do rio e o João ficou sentado, para dar a ilusão de profundidade ao surgir do mergulho. Se você não tiver tripé, não se preocupe, mas precisará de uma terceira pessoa (modelo + fotógrafo + auxiliar para fazer o movimento da água);

- o modelo fica parado já na pose com braços erguidos;

- o fotógrafo aperta o botão e depois começa a jogar água para cima repetidas vezes, até que um clique fique bom. Se estiver com um ajudante para esta tarefa, é ele quem repete os movimentos enquanto o fotógrafo faz o clique. O melhor efeito que conseguimos foi jogando água com as duas mãos levemente afastadas – deixando um “corredor” no meio para que a cara do modelo aparecesse. Sim, antes que perguntem, o João engoliu um pouco de água para as fotos.


Por ser praia de rio havia menos risco de ondas para derrubar ou molhar o equipamento. No mar, a chance de dar ruim usando um tripé é maior, então, se quiser arriscar, tenha cuidado. Você pode fazer o mesmo em uma piscina mais rasa, desta forma o tripé pode ir dentro da água ou até mesmo na borda mais rente à superfície da água.


Adaptando para o celular: a forma mais fácil de conseguir repetir com o smartphone é tendo um ajudante para jogar a água e usar o disparo sequencial. Também é possível deixar o celular em um tripé, usar o temporizador e começar a jogar a água no modelo um pouco antes do momento da captura (acompanhando a contagem regressiva na tela). A única questão é que podem ser necessárias várias tentativas para capturar o movimento da água com um único clique. Se o aparelho não for à prova d’água, tenha muito cuidado para não provocar um acidente ou use alguma espécie de capa para protegê-lo, pois pode voar alguns respingos.


Dica extra

Para dar os retoques finais usamos o Adobe Lightroom para celular na versão grátis.




QUEM SOMOS

Somos a Carina e o João, um casal de jornalistas que decidiu parar de esperar pelas condições ideais e saiu para explorar a América do Sul com o que tinha: um Sandero 1.0. Compartilhamos aqui nossos aprendizados e expriências.

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