Dicas para viajar no inverno com bagagem de mão (com lista de roupas)

Atualizado: Abr 30


Batendo perna com mala de rodinhas

Viajar com uma mala pequena no verão até que não é tão difícil, afinal, vestidos, shorts e blusinhas ocupam pouco espaço. Mas e no inverno? Será que é possível sobreviver ao frio sem pagar excesso de bagagem?


No nosso mochilão para a Europa, de dezembro/18 a janeiro/19, passamos 30 dias nos virando apenas com o que cabia em uma mala de rodinhas tamanho P, não somando mais do que 8 kg cada – conforme as especificações fornecidas pela TAP para mala de bordo para voos internacionais no momento da compra da passagem. Optamos pela mala de rodinhas para não carregar excesso de peso nas costas (chegamos a andar 5 km do hotel até a estação de trem - por opção nossa, porque gostamos de bater perna para conhecer outros pontos das cidades). Mas esta quantidade de roupas poderia facilmente ser acomodada em um mochilão aceito como bagagem de mão pelas companhias e também funcionaria para outros períodos de viagem (15, 20 ou até 45 dias).


Vale ressaltar que era começo do inverno e não pegamos um frio tão extremo - máximo -2°C, temperatura que para nós é bastante suportável, pois nascemos e crescemos na Serra Gaúcha – e nem queda de neve. Sendo assim, também não precisamos comprar itens extras, pois o que tínhamos em casa (a maioria sem marca e comprada em lojas populares) já dava conta.


Leia também: Como se vestir no frio (técnica de camadas)


Mala inteligente e funcional de inverno


O segredo para montar uma mala inteligente e funcional é levar peças em tons que combinem entre si e apostar mais nos neutros. Peças muito coloridas e estampadas se destacam e fica mais evidente que você está todos os dias com a mesma roupa.


Segue a nossa lista de roupas para uma mala feminina de inverno:

(a masculina pode seguir a mesma lógica, trocando a meia-calça por ceroula e fazendo algumas substituições de partes de cima conforme o estilo pessoal)


- 4 meias grossas*

- 5 calcinhas

- 2 meias-calças

- 1 segunda pele (essas que parecem de tecido de meia-calça - é ótima para usar por baixo das camisas de botão em dias não tão frios)

- 2 blusas térmicas (essas flaneladas por dentro)

- 2 toucas (uma cinza e outra verde escuro)

- 1 par de luvas

- 3 cachecóis (uma echarpe de oncinha, um de tricô amarelo e uma pashmina vermelha)*

- 2 blusões de gola alta (um cinza e outro verde escuro)

- 1 moletom bordô

- 1 camiseta de manga curta

- 1 camisa jeans

- 1 camisa de flanela xadrez preto e branco

- 1 camiseta listrada preto e branco de manga longa

- 1 calça preta de sarja

- 1 casaco preto com capuz, acolchoado e impermeável

- 1 pijama

- 1 legging cinza escuro

- 1 cardigã longo estampado

- 1 bota azul escuro estilo de trekking


*durante a viagem compramos um kit com meias mais finas (nas cidades não tão frias as que levamos esquentavam muito o pé) e um cachecol mais quentinho e largo (em tons rosa/azul bebê).


Calça, bota e camiseta de manga curta foram no corpo (era verão e calor no Brasil) e o casaco (item de maior volume) levamos na mão. Há casacos bem quentes e compactos que cabem em um saquinho pequeno (estilo os de saco de dormir), mas não temos. Levar o item mais pesado e de maior volume na mão é uma boa não apenas para poupar espaço/peso na mala, mas também para não passar frio ao chegar no destino (especialmente se você viaja para outro hemisfério com estação oposta).


Dependendo das peças que você já tiver e do frio que pegará no destino, pode compensar investir em algo durante a viagem - especialmente se for época de liquidações e o frio estiver além do que sua mala suporta. Se for para locais de neve, atente-se para a importância de peças impermeáveis para não passar o dia molhado. Através deste link você ganha 10% de desconto em todo o site da Columbia, que conta com boas opções para os diferentes tipos de clima.


Como não parecer estar sempre com a mesma roupa?

Se para você é importante variar o look por conta das fotos, a dica é investir em acessórios coloridos. Toucas, gorros, cachecóis e echarpes ocupam pouco espaço e por serem usados próximo ao rosto, já ajudam a conferir outro visual para os registros (especialmente em uma selfie). O mesmo vale para batons em tons mais vibrantes (como vermelho). Se você não fizer tanta questão de estar diferente nas fotos, pode diminuir a quantidade de acessórios e levar alguma peça de roupa a mais ou até deixar espaço na mala para eventuais comprinhas. Nós não fazíamos questão de estar com aparência mais "chique" e por isso a bota de trekking dava conta das necessidades. Mas é possível também tentar encaixar um outro calçado mais arrumado na mala.


Outros itens


Além das roupas, levamos também frascos pequenos (de até 100 ml) de shampoo e condicionador (não dê mole com essas recomendações pois vimos malas serem revistadas e alguns frascos maiores serem retirados) acomodados dentro de saquinhos no meio das roupas (evita melecar tudo caso vazem por conta da pressão). Também levamos um sabonete e toalhas, já que ficaríamos em muitos hostels onde nem sempre estes itens são oferecidos.


Além de uma mala cada um, levamos uma mochila pequena para usar no dia a dia da viagem, com leitores de e-book, fones de ouvido, óculos (de sol e grau) tapa-olho, carregadores, câmera (optamos em levar apenas o GoPro para não pesar muito), um tripé pequeno e articulado e uma necessaire com itens de higiene pessoal: escova de dente, creme dental, frio dental, desodorante, pente, maquiagem básica (batom, rímel e delineador), lixa de unha e coletor menstrual. Levamos também remédios para dor de cabeça e febre, mas você pode levar outros que achar útil conforme suas necessidades - para enjoo, por exemplo.

O que faltou levar


Sentimos falta de ter uma almofada de pescoço para as viagens de ônibus - há opções infláveis que ocupam menos espaço - como esta da Portable Syle (você tem 15% de desconto com o código "CRONICASNABAGAGEM15") - e de chinelo de dedo para andar dentro do quarto (ficávamos de meia com antiderrapante na sola ou de bota mesmo).


E como lavar roupa durante a viagem?


Para quem está acostumado a viajar com uma mala de 23 kg despachada, pode parecer estranho conseguir se virar com poucas peças. Uma das vantagens do frio é que você sua menos, então é possível ficar mais de um dia com a mesma peça (use seu nariz para definir se está na hora de lavar ou se é possível dar uma chance).


Roupas íntimas e meias lavávamos a cada banho e colocávamos para secar no quarto - em hostel deixávamos penduradas na cama, em hotel em cabides ou próximo da calefação. Todos os quartos costumam ter sistema de aquecimento, o que facilita a secagem. Quando ficávamos mais tempo em um mesma cidade, aproveitávamos também para lavar na pia ou no chuveiro as peças que ficam em contato direto com o corpo, como meia-calça e camisetas. Usávamos sabonete mesmo e não achamos que ficou com cheiro ruim.

Se não quiser lavar à mão ou preferir uma lavagem mais perfumada, em muitas cidades da Europa há lavanderias automáticas, que são usadas até mesmo pelos moradores locais que não têm máquina de lavar em casa. Não chegamos a testar, mas já ouvimos vários relatos positivos.



QUEM SOMOS

Somos a Carina e o João, um casal de jornalistas que decidiu parar de esperar pelas condições ideais e saiu para explorar a América do Sul com o que tinha: um Sandero 1.0. Compartilhamos aqui nossos aprendizados e expriências.

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